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Orientações

e informações sobre algumas situações mais frequentes

Antes de apresentarmos nossas orientações, doenças e sintomas mais comuns de uma série de enfermidades do aparelho ocular, vale ressaltar que nada substitui um exame detalhado efetuado por um especialista, e que as informações aqui presentes, servem principalmente para alertar sobre a necessidade de consultar esse especialista.

Caso o paciente identifique em si próprio algum desses sintomas, deve procurar um médico oftalmologista. A Clínica do Olho está preparada para lhe oferecer atendimento e tratamento diferenciado, com acesso facilitado.

QUANTO AO USO DE ÓCULOS

1) Verifique se as lentes confeccionadas estão de acordo com as lentes prescritas, leve os óculos a sua clínica oftalmológica; peça o teste de verificação de proteção ultravioleta;
2) as primeiras lentes multifocais podem provocar certo desconforto no início de seu uso; neste caso é necessário um tempo de adaptação, usualmente, de uma a duas semanas;
3) marque uma revisão com seu médico oftalmologista caso tenha alguma dificuldade importante;
4) ao menos uma avaliação oftalmológica anualmente é importante para revisar os óculos e diagnosticar precocemente algumas doenças silenciosas, como o glaucoma;
5) em alguns casos, ocorre alteração na percepção da altura dos objetos, cuidado para evitar tropeços.

QUANTO AO USO DE COLÍRIOS

1) Após pingar uma gota do colírio, permaneça com os olhos fechados por ao menos um minuto;
2) quando utilizar mais de um colírio, deixe um intervalo de 10 minutos entre eles, pois o efeito de cada colírio é maior desta forma;
3) no pós operatório é importante um uso rigoroso dos colírios prescritos;
4) orientações quanto a pré e pós operatório estão disponíveis abaixo.
5) veja o vídeo de como pingar colírio:

MIOPIA

Um dos sintomas que podemos considerar como um dos primeiros de um olho mí­ope é a má visão ao longe, estando a visão ao perto salvaguardada.

Miopia ou hipometropia (termo este quase não utilizado) é o distúrbio visual que acarreta uma focalização da imagem antes de esta chegar à retina. Uma pessoa mí­ope consegue ver objetos próximos com nitidez, mas os distantes são visualizados como se estivessem embaçados (desfocados).

Para uma visão mais acurada, o ponto focal dos raios luminosos devem convergir para uma área próxima aos receptores de luminosidade (localizados na retina). No caso da miopia, o ponto focal é formado antes, o que pode acontecer por vários motivos:

  • Excesso de poder dióptrico positivo do cristalino;
  • Excesso de curvatura da córnea e, por conseguinte, de seu poder dióptrico positivo;
  • Excessivo alongamento do globo ocular;
  • Combinação dos fatores anteriores.

SINTOMAS DA MIOPIA

Um dos sintomas que podemos considerar como um dos primeiros de um olho mí­ope é a má visão ao longe, estando a visão ao perto salvaguardada.

No entanto, é evidente que se um indivíduo é míope de muitas dioptrias (ou graus), para ver bem de perto, teria que aproximar-se muito, o que é um fator muito cansa­tivo e incômodo.

O sintoma que mais é relatado e que com frequência anuncia o aparecimento de miopia é a visão turva dos objetos distantes.

É frequente que nos primeiros estágios do problema, o indivíduo não se dê conta da perda de visão. Por este motivo, há que comprovar-se, junto da visão turva, existe o pestanejar constante, dores de cabeça ou tensão ocular.

CORREÇÃO DA MIOPIA

A correção da miopia poderá ser efetuada:

Pelo uso de lentes divergentes, também chamadas de negativas, na forma de óculos ou lentes de contato, que deslocam o ponto focal para trás.

Através de cirurgias que são realizadas por meio de diferentes técnicas aplicadas: Lasik; Lasek; PRK; Artisan; CK e Implantes de Lentes Intraoculares Fácicas.

Embora existam opções cirúrgicas para o tratamento da miopia, algumas modifica­ções estruturais do bulbo ocular, oriundas dos fatores que provocam esta ametropia, persistem. O olho excessivamente míope, principalmente devido ao alongamento axial, pode apresentar degeneração ou descolamento da retina, além de ter maior propensão ao glaucoma, sinérese vítrea e descolamento da hialóide. A correção ci­rúrgica da visão, apesar de muito segura para a maioria dos casos, traz alguns riscos que devem ser levados em conta pelo candidato à cirurgia refrativa (a cirurgia para correção da miopia).

HIPERMETROPIA

É a formação da imagem após a retina – o contrário da miopia. Porém, o cristalino (lente natural presente em olhos normais) tem o poder de corrigi-la. Esse poder é tão maior quanto mais jovem é a pessoa (crianças podem corrigir mais de 10 graus).

SINTOMAS

  • Baixa de visão para perto
  • Dor de cabeça (a visão pode ser boa às custas de variação do grau do cristalino, mas esse mecanismo pode acarretar cansaço visual)
  • Demora para focar objetos próximos
  • Cansaço à leitura

FATORES DE RISCO

  • Hereditariedade (passa de pai para filhos)
  • Catarata do tipo cortical

Obs.: existe uma hipermetropia fisiológica (normal) na criança que diminui com a idade

TRATAMENTO

  • Óculos (graus positivos)
  • Lentes de contato
  • Cirurgia refrativa (laser ou implante de lente)
  • Cirurgia de catarata (quando associada a esta)

A hipermetropia ocorre quando o ponto mais próximo do olho está mais afastado do que no olho normal, devido a uma anomalia do cristalino, uma insuficiente cur­vatura, causando assim, dificuldades em ver ao perto.

A maioria das crianças apresenta hipermetropia, uma vez que os seus olhos normal­mente são menores do que o que deveriam ser, contudo, têm um maior poder de acomodação do que os adultos, e suportam graus muito mais elevados de hiperme­tropia.

O grau do hipermétrope, geralmente diminui com o crescimento do olho, e é co­mum assistir a pessoas que necessitavam de óculos durante a infância, mas que deixaram de os usar na idade adulta. A Hipermetropia pode também estar associa­da ao aparecimento de estrabismo acomodativo na infância, com aparecimento de sintomas, geralmente, ao redor dos 2 anos de idade, onde deverá ser efetuada uma correção total com lentes de óculos adequadas.

Para este problema utilizam-se lentes convergentes ou convexas, que têm a função de convergir a luz para a retina, onde se vai formar a imagem.

Uma alternativa de correção do problema, restrita, geralmente, a maiores de 21 anos, é a cirurgia refrativa realizada com Excimer Laser ou Lasik.

ASTIGMATISMO

O astigmatismo é uma deficiência visual, causada pelo formato irregular da córnea ou do cristalino formando uma imagem em vários focos que se encontram em eixos diferenciados. Uma córnea normal é redonda e lisa. Nos casos de astigmatismo, a curvatura da córnea é mais ovalada, como uma bola de futebol americano. Este de­sajuste faz com que a luz se refracte por vários pontos da retina em vez de se focar em apenas um. Para as pessoas que sofrem de astigmatismo, todos os objetos pró­ximos e/ou longes ficam distorcidos. As imagens ficam embaçadas porque alguns dos raios de luz são focalizados e outros não. A sensação é parecida com a distorção produzida por um pedaço de vidro ondulado.

O astigmatismo é hereditário e pode ocorrer em conjunto com a miopia ou a hiper­metropia. Um astigmatismo ligeiro pode desenvolver-se ao longo dos anos, devido à alteração da curvatura da córnea, provocada pelos milhares de pestanejamentos diários. Pessoas que sofrem de astigmatismo podem corrigir sua visão com o uso de uma lente oftálmica chamada tórica ou cilíndrica (que faz com que os raios de luz se concentrem em um plano único), em óculos ou lentes de contato. Podem, ainda, se valer de cirurgia a laser ou do procedimento conhecido como ceratotomia astig­mática.

TIPOS DA DOENÇA

Os tipos de astigmatismo baseado na estrutura assimétrica:

Astigmatismo corneal – devido a córnea de formato irregular.

Astigmatismo lenticular – devido a lentes de formato irregular.

Tipos de astigmatismo baseado nos meridianos principais:

Astigmatismo regular.

Astigmatismo irregular.

Tipos de astigmatismo baseado no foco dos meridianos principais:

Astigmatismo simples complexo.

Astigmatismo hipermétrope simples.

Astigmatismo miópico dificil simples.

Astigmatismo composto.

Astigmatismo hipermétrope composto.

Astigmatismo miópico composto.

Astigmatismo misto e lento.

DIAGNÓSTICO

Sinais e sintomas

Embora o astigmatismo brando possa ser assintomático, astigmatismo mais inten­sos podem causar sintomas como visão borrada, astenopia, fadiga ou dores de ca­beça.

Consulta Médica

Um oftalmologista é o profissional indicado para fazer o diagnóstico do grau do dis­túrbio e recomendar o melhor tratamento. O resultado da consulta normalmente é uma receita médica com o resumo do problema e indicação de tratamento.

TRATAMENTO

Óculos em geral é a opção mais segura.

Nas pessoas com ceratocone, lentes de contato rígidas de gás permeável geralmen­te permitem que o paciente atinja uma melhor acuidade visual em relação aos ócu­los de grau. Lentes gelatinosas podem não ser tão efetivas.

A cirurgia, especialmente para pessoas que têm olhos secos ou outras condições que as proíbem de usar lentes corretivas cansativas, pode ser a solução mais ade­quada.

O tipo mais comum de cirurgia para corrigir o astigmatismo é o LASIK (laser in situ keratomileusis): utilizando uma pequena lâmina (cerátomo) é feita uma pequena incisão na superfície do olho para criar uma pequena ponta de tecido para cima a qual é erguida. Um feixe de laser é usado para corrigir a curvatura irregular vista no astigmatismo. A ponta é substituída e a recuperação é normalmente rápida e indo­lor. O uso da cirurgia LASIK para tratar astigmatismo de até 4 dioptrias é recomen­dável somente como parte de um procedimento combinado para tratar miopia/astigmatismo.

Usa-se lentes cilíndricas.

Se o astigmatismo é causado por um problema de deformação do globo ocular de­vido a um calázio, o tratamento da condição irá resolver o astigmatismo.

PRESBIOPIA OU VISTA CANSADA

É um erro refrativo, não é doença, assim como rugas, por exemplo, também não o são do olho (um caso particular de hipermetropia) popularmente conhecida como “vista cansada” e que atinge as pessoas, normalmente, a partir dos 40 anos. Pessoas com Hipermetropia ou Diabetes mellitus tendem a apresentar a presbiopia mais precocemente, ao redor dos 35 anos de idade.

Na fisiologia normal do olho, para se enxergar de perto, é necessário que o poder refrativo do olho seja aumentado, para que a imagem seja focalizada. A 33 cm, que é a distância normal de leitura, é necessário um aumento de 3 dioptrias para que a imagem seja vista com nitidez. Nós conseguimos fazer isso contraindo pequenos músculos dentro do olho, os músculos ciliares, que modificam o formato do cristali­no, aumentando o seu poder dióptrico, processo este chamado de acomodação. A presbiopia é causada por vários fatores, entre eles o aumento contínuo do cristalino e perda de elasticidade de sua cápsula, o que leva a que os músculos ciliares não consigam mais modificar o seu formato, causando falta de focalização para as ima­gens de perto. Este processo é progressivo, e piora com o aumento da idade, mas normalmente se estabiliza ao redor dos 60 anos.

A correção deste processo é realizada com o uso de lentes corretoras multifocais, bifocais ou pelo uso de óculos para leitura. Existem cirurgias experimentais, que vi­sam aumentar o espaço onde o cristalino se encontra, fazendo com que o mesmo volte a ter capacidade de acomodação, mas isso só faz protelar o aparecimento da presbiopia, e não existem estudos a longo prazo, que avaliem as complicações tar­dias desta cirurgia.

Outra alternativa, natural e sem restrições é através dos exercícios visuais elabora­dos por Dr.William Horatio Bates e/ou do uso temporário de óculos terapêuticos de PinHole (pequenos furos) que permitem na maioria dos casos, enxergar sem lentes de grau, além de fortalecer a musculatura do sistema ocular e reprogramar as fun­ções cérebro visuais, relaxando a musculatura e devolvendo ao globo ocular o seu formato original.

AMBLIOPIA

O que é?

É a ausência de desenvolvimento da visão. Geralmente ocorre em um dos olhos; em alguns casos pode acometer os dois.

O que causa?

De modo geral a ambliopia é provocada por falta de óculos ou de outra correção vi­sual na infância. Outras causas incluem estrabismo, devido ao desalinhamento dos olhos, catarata congênita e turvações da córnea.

Como tratar?

Antes de tratar é importante frisar a extrema importância do diagnóstico desta con­dição durante a infância, quando ainda pode ser tratada. Não existe um consenso, porém até cerca de 10 anos de idade pode ser tratada; casos especiais podem ser submetidos a tratamento após esta idade. O tratamento consiste em eliminar a cau­sa da ambliopia, seja com o uso de correção visual seja com cirurgia. Aliado a isto, deve-se ocluir o melhor olho para que o cérebro seja forçado a utilizar a imagem do olho amblíope. A duração e a frequência do tratamento deve ser dada caso a caso.

Se eu não tratar o que pode acontecer?

Após o período de maturação visual, a ambliopia não pode ser corrigida, permane­cendo a baixa visão por toda a vida.

CATARATA

O que é?

A catarata é a opacificação de uma lente presente dentro dos nossos olhos, conhe­cida como cristalino. Na maioria das vezes, acontece com o passar dos anos, sendo que mais de 90% das pessoas com idade superior a 60 anos tem algum grau de catarata. É um processo fisiológico, visto que o cristalino tem suas fibras produzidas continuamente.

Outras principais causas de catarata incluem doenças endócrinas, principalmente diabetes, trauma no olho, catarata de origem congênita, entre outras.

O que sinto?

O principal sintoma da catarata é a visão turva, como se houvesse uma cortina atra­palhando a visão, tanto para longe quanto para perto. Isto acontece porque a luz tem dificuldade de passar através do cristalino opacificado e, para termos visão, é necessário que a luz penetre no olho.

Como a catarata pode afetar a minha vida?

No princípio, quando a catarata é pouco desenvolvida, a pessoa pode ter uma vida normal. Pode ocorrer uma mudança no grau dos óculos e a visão melhorar com a troca dos mesmos. Com a progressão da catarata, a visão fica mais embaçada, po­dendo a pessoa ficar impossibilitada de exercer as suas atividades. Dessa forma, o mesmo grau de catarata em um engenheiro pode prejudicar muito mais a sua ativi­dade do que para uma senhora dona de casa.

A catarata tem cura?

A catarata, na imensa maioria das vezes, tem cura. É necessária uma intervenção cirúrgica para a retirada do cristalino opacificado e para o implante de uma lente no lugar dele. Modernamente, a cirurgia é feita através de uma técnica conhecida como Facoemulsificação. Com essa técnica, a recuperação da visão ocorre mais ra­pidamente do que com a técnica tradicional, conhecida como Extracapsular e a pes­soa pode retomar as suas atividades mais rapidamente, devido à pequena incisão, geralmente de 3 milímetros.

É importante informar que a decisão de ser operado cabe ao paciente. Ele pode op­tar pelo uso de novos óculos, caso haja uma melhora relativa da sua visão.

Posso ter algum problema após a cirurgia de catarata?

Com a evolução da técnica cirúrgica, a cirurgia de catarata ficou muito segura. A grande maioria das cirurgias é bem sucedida, com o implante da lente na mesma cirurgia da retirada do cristalino. Eventualmente pode acontecer de não haver su­porte para esta lente e a mesma ser implantada num segundo tempo, caso se faça esta opção. Esta decisão sempre deve ser tomada com a participação do paciente, pois há outras formas de corrigir a falta da lente.

Felizmente, os casos de infecção são muito raros. Estatisticamente, ocorre um caso a cada mil cirurgias de catarata realizadas. Entretanto, existe tratamento também para estes casos; por isso, é importante procurar o seu Oftalmologista se ocorrer uma di­minuição da visão, associada a dor muito forte no olho operado. Isto não quer dizer que toda vez que apresentar estes sintomas exista infecção.

OLHO SECO

O que é?

Existem diversos tipos de olho seco, os quais basicamente se enquadram em duas variedades: por falta de lágrima ou por evaporação excessiva de lágrima. O mais comum é o evaporativo, na qual a duração da lágrima na superfície ocular é menor que o normal. Atualmente, o principal exemplo é o uso inadequado do computa­dor – quando se coloca o monitor acima da linha dos olhos, olhamos para cima e o ato de piscar se torna deficiente, com a parte de baixo da córnea sendo pouco lu­brificada. Outro fator é a diminuição da frequência do piscar. Ao final de um dia de trabalho, nestas condições, a visão pode ficar turva.

O que sinto?

Geralmente existe a sensação de ressecamento ocular ou a sensação de areia nos olhos. Por outro lado, pode haver um lacrimejamento, parecendo estranho inicial­mente, afinal como posso ter lacrimejamento se tenho olho seco? Isso acontece porquê o olho tem um mecanismo de compensação, havendo um lacrimejamento reflexo (que não é o normal). Podemos ter acordar com as pálpebras grudadas, com dificuldade para abrir os olhos, pela manhã.

Quais os tratamentos?

É muito importante a consulta oftalmológica para determinar a causa do olho seco e tratá-la, De modo geral podemos utilizar colírios lubrificantes e algumas outras medidas simples, como na dieta, evitar comer frituras, e fazer caminhadas para me­lhorar o perfil das gorduras corporais, pois a lágrima contém uma camada de gor­dura. Aparelhos de ar condicionado retiram a umidade do ambiente e podem piorar ou provocar olho seco; utilizá-lo com a menor potência possível reduz este efeito. Outros tratamentos possíveis são o uso de géis lubrificantes, oclusão de pontos la­crimais, uso de óculos especiais e o tratamento de algumas doenças do corpo hu­mano que também afetam o olho.

Se eu não tratar, o que pode acontecer?

Além de permanecer com os sintomas, o não tratamento pode ocasionar turvação da córnea e a consequente perda visual. A visão clara é decorrente de uma manu­tenção da lubrificação e conservação da córnea, sendo a lágrima a principal respon­sável por isto. Alguma alterações nas parte interna das pálpebras podem ocorrer.

GLAUCOMA

O que é?

O glaucoma é uma condição na qual a pressão intraocular leva à lesão do nervo óptico. Na maioria das vezes existe uma hipertensão intraocular, ou seja, uma pres­são maior que 21 milímetros de mercúrio. Para o diagnóstico de glaucoma, deve ser feita uma avaliação do nervo óptico, durante a consulta oftalmológica e o exame do campo visual, conhecido como Perimetria. O glaucoma ocorre mais em negros e em pessoas com mais de 40 anos. A partir do 30 anos, é necessária uma medida anual da pressão intraocular.

Existem dois tipos básicos de glaucoma, o de ângulo aberto e o de ângulo fecha­do, identificados através de um exame, conhecido como Gonioscopia. Cada tipo de glaucoma possui sua particularidade, havendo tratamentos distintos para os mes­mos. Somente o Oftalmologista pode identificar corretamente o tipo de glaucoma e fazer o tratamento adequado para cada pessoa.

O que sinto?

Mesmo em fases avançadas, o glaucoma pode não ocasionar sintomas, a pessoa pode ter uma vida normal. A pessoa pode se bater nos móveis da sua casa e esbarrar em pessoas na rua, pois o seu campo de visão vai diminuindo; é como se a pessoa enxergasse através de um tubo, mas ela só percebe isto quando tem um glaucoma muito avançado. Por isso é necessário o diagnóstico precoce do glaucoma.

O glaucoma tem tratamento?

O tratamento inicial do glaucoma é feito com laser (modernamente com a trabeculoplastia seletiva a laser) ou colírios, os quais diminuem a pressão intraocular. Dessa forma, podemos obter o seu controle. Em casos selecionados, é necessária a intervenção cirúrgica. A cirurgia consagrada mundial­mente para o tratamento do glaucoma é a Trabeculectomia, na qual é criada uma nova via de drenagem do líquido que preenche parte do olho e lhe dá pressão, co­nhecido como humor aquoso.

Posso ter catarata e glaucoma, ao mesmo tempo?

A catarata pode surgir em pessoas que tenham glaucoma, com o passar dos anos, assim como ocorre na população em geral.

Posso ter algum problema após a cirurgia de glaucoma? A minha visão melho­ra com a cirurgia?

A maioria das cirurgias de glaucoma é bem sucedida, ou seja, faz com que haja o controle da pressão intraocular. Porém, não há melhora da visão, a não ser que seja feita uma cirurgia associada de catarata, modernamente através de uma técnica co­nhecida como Facotrabeculectomia, se o paciente apresentar as duas patologias.

A escolha do tratamento para o glaucoma, seja clínico, seja cirúrgico, e de sua even­tual associação com catarata, deve ser bastante discutida entre o paciente, seus fa­miliares e seu Oftalmologista. É importante entender que cada caso é distinto do outro, e não há uma receita única eficaz para todos os casos.

DOUTOR, EU TENHO CERATOCONE, E AGORA?

Muitos pacientes assustam-se com o diagnóstico de ceratocone no consultório. Ao contrário do que se pensa, o ceratocone é uma doença controlável, que pode ser bem manuseada em suas diversas fases.

O ceratocone é uma alteração da córnea, a parte mais externa do olho. Normalmen­te redonda como vidro do relógio, torna-se pontuda gerando borramento visual progressivo. É uma doença de evolução lenta, geralmente bilateral e de causa des­conhecida, que se inicia entre 14 e 22 anos de idade, evoluindo até 35 a 40 anos.

Inicialmente o ceratocone pode ser descrito como incipiente, moderado, alto, avan­çado e extremo, dependendo de sua evolução. O diagnóstico inicial vai ser acom­panhado da necessidade de usar óculos. Num segundo momento, onde os óculos já não corrigem suficientemente, passa-se para o uso de lentes de contato rígidas. Quando não é possível a adaptação das lentes, um dispositivo em forma de anel im­plantado no meio da córnea procurando regularizar a superfície possibilitando uma visão melhor. Os segmentos de anéis podem ser retirados se necessário, ou seja, o procedimento é reversível. Se o implante de anéis não puder ajudar o transplante de córnea é a solução geralmente adotada. O transplante de córnea em pacientes com ceratocone é o de maior sucesso na medicina, sendo possível enxergar bem por toda vida.

O ceratocone é uma doença progressiva e pode ser tratada pelo seu médico oftalmologista. Os exames anuais ou semestrais solicitados pelo seu médico ajudam a descobrir rapidamente a situação e a melhor maneira de corrigir o problema.

E ai? Ainda com medo do Ceratocone ?

Colaborou Dr. Jorge Paulo Araújo de Oliveira Oftalmologista, especialista em doen­ças da córnea e transplante.

Ex-coordenador médico do Banco Olhos do Estado da Bahia.

DOENÇAS DA RETINA

O que é Retinopatia Diabética?

A retinopatia diabética é a mais importante manifestação da diabetes no olho. Ini­cialmente ocorre uma alteração na parede dos vasos, fazendo com que haja exsuda­tos e hemorragias na retina. Com a progressão da doença, existe uma proliferação de vasos sanguíneos da retina e a formação de algumas membranas entre o gel que preenche a parte posterior do olho, chamado de vítreo e a retina, que é a porção nervosa do olho, responsável pela captação da imagem, como um filme de uma má­quina fotográfica. A contração dessas membranas pode ocasionar o descolamento da retina.

O que é Descolamento de Retina?

É o desprendimento da retina de seu tecido de sustentação e nutrição, que é o epi­télio pigmentar da retina. Este espaço passa a ser preenchido por um líquido, que vai descolando o restante da retina, com a ação da gravidade. O descolamento de retina ocorre mais frequentemente nos pacientes míopes, os quais algumas vezes apresen­tam pequenos buracos em sua retina, por onde aquele líquido penetra. Na diabetes, o descolamento ocorre devido à contração das membranas descritas acima.

O que é Degeneração Macular Relacionada à Idade?

A Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) é a maior causa de cegueira no mundo ocidental. Existem duas formas: a seca e a úmida. A forma seca é responsável por 90% dos casos; ela ocorre como consequência do processo de envelhecimen­to, no qual há diminuição das células do epitélio pigmentar da retina, e a perda da nutrição da retina, com acúmulo de uma substância conhecida como lipofuccina. A forma úmida ocorre com a proliferação de novos vasos sanguíneos, que formam uma membrana neovascular na área da mácula, a qual é a área da retina responsá­vel pela visão dos detalhes.

A Degeneração Macular Relacionada à Idade tem tratamento?

A forma úmida pode ser tratada através de injeções intra-vítreas e/ou aplicação de tipos especiais de laser na retina. São necessárias algumas sessões para o tratamento ser eficaz. A DMRI parece ser prevenida através da ingestão das vitaminas C e E, porém este dado ainda carece de confirmação científica.

CORPOS ESTRANHOS NA SUPERFÍCIE OCULAR

Orientações:

Prevenir é sempre a melhor opção, portanto:

1) Use óculos de proteção para atividades de risco, como serrar, soldar ou cortar madeira;

2) Motociclistas devem sempre usar a viseira do capacete fechada;

3) Se um corpo estranho cair na superfície ocular o que fazer?

3.1 lave o olho com bastante soro fisiológico;

3.2 evite usar colírios indicados por não especialistas;

3.3 procure avaliação oftalmológica imediatamente. Caso necessário, o corpo estra­nho pode ser removido no próprio consultório.

4) E se o corpo estranho penetrar no olho?

4.1 Existe o risco de infecção e de lesão das estruturas internas do olho. A sua remo­ção é indicada na maioria dos casos.

TUMORES NA PÁLPEBRA

As pálpebras são estruturas especializadas da pele facial que tem como função prin­cipal proteger o olho. O câncer de pele é o tipo mais comum de câncer, podendo ocorrer em qualquer parte do corpo e as pálpebras estão entre os locais mais aco­metidos. Esse tipo de câncer está diretamente relacionado à exposição solar, entre­tanto existem outros fatores associados. Os três tipos mais frequentes de câncer de pele são – carcinoma de células basais, carcinoma de células escamosas e melano­ma. Esses tumores podem apresentar-se como nódulos (caroços), úlceras (feridas) ou lesões pigmentadas nas pálpebras, que crescem de maneira lenta ou rapidamen­te dependendo do tipo de tumor. Alterações como perda de cílios no local da lesão, sangramento e mudanças bruscas de cor e tamanho devem alertar para a possibili­dade de câncer. O diagnóstico é dado pelo exame oftalmológico e biópsia da lesão (retirada de um fragmento do tumor para exame). O tratamento mais empregado é a cirurgia para remover a lesão, que quando realizada numa fase inicial tem maiores chances de cura e vai evitar grandes deformidades.

Colaborou Dra Mariluze Sardinha.

Especialista em Plástica Ocular

Doutora em oftalmologia pela Universidade de São Paulo

ORIENTAÇÕES PARA O USO DO COMPUTADOR

1) Posicione o monitor na mesma linha dos olhos ou abaixo dela, de modo a perma­necer numa posição que facilite o piscar;

2) coloque uma etiqueta escrito “piscar” no monitor para lhe lembrar de fazê-lo com maior frequência e permitir a lubrificação da superfície ocular com sua própria la­grima;

3) o uso de lubrificantes oculares pode melhorar alguns sintomas; sob orientação médica estes colírios podem ser utilizados;

4) pelo fato de exigir boa acuidade visual, alguns indivíduos podem ter sintomas ao utilizar o computador, os quais podem variar de um simples ardor ao embaçamento da visão. Caso apresente qualquer anormalidade, consulte um médico oftalmolo­gista para avaliação das diversas causas destes problemas. Lembre-se que é muito melhor prevenir problemas maiores do que resolvê-los depois de instalados.

CUIDADOS PRÉ E PÓS-OPERATÓRIOS

Cirurgia de catarata

Pré-operatório:

1) Realizar exames (sangue, eletrocardiograma, urina, biometria); outros exames po­dem ser necessários de acordo com a avaliação médica;

2) Interromper uso de AAS ou ASPIRINA por alguns dias antes da cirurgia, caso seja pla­nejado um bloqueio anestésico com agulha; esta orientação deve ser individualizada;

3) No dia da cirurgia: levar todos os exames;

4) Jejum de 6h para sólidos e leite e de 4h para água;

Pós-operatório:

Imediatamente após a cirurgia e nos primeiros dias pós cirúrgicos é comum a visão ficar embaçada. A recuperação visual em alguns casos pode ser lenta.

1) Usar colírios de acordo com a prescrição;

2) Manter os olhos fechados após pingar cada colírio, por um mínimo de 1 minuto;

3) Evite exposições ao sol e idas à praia por um mínimo de um mês. Se o fizer, use um chapéu ou boné e óculos escuros com proteção ultravioleta;

4) Evite esforços físicos, principalmente abaixar a cabeça, pois isso pode elevar a pressão ocular;

5) Caso sinta dor ou a visão piore, comunique o ocorrido rapidamente ao oftalmo­logista.

6) Compareça as visitas agendadas para eventuais correções da prescrição.